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quarta-feira, 3 de maio de 2023

CAVALEIRO DAS AMÉRICAS

Uma jornada, um sonho!

Dez países, 16.000 quilômetros, um homem, três cavalos. Uma aventura pra poucos.

Em Cavaleiro das Américas, o brasileiro Filipe Masetti Leite narra sua primeira grande jornada pelas Américas do Norte, Central e do Sul no lombo de seus fiéis amigos Bruiser, Fenchie e Dude. Uma aventura cheia de surpresas, incertezas, perseverança e coragem, muita coragem, passando por belas paisagens, mas também por lugares perigosos, violentos e inóspitos.

Se você gosta de uma aventura real e documentada, se gosta de cavalos, cowboys, mas não só isso, se gosta de experiências sobre o comportamento humano, conquista de sonhos, superação de obstáculos e boas histórias de vida, esse livro vai te agradar, numa leitura fácil, agradável e empolgante.

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

PASTEJO ROTACIONADO PARA EQUINOS

Matéria veiculada no portal www.informativoequestre.com.br traz matéria de Cláudio Haddad, da Revista Horse, sobre o manejo de equinos através do pastejo rotacionado. Confira abaixo a íntegra da matéria e sua autoria.

O Pastejo Rotacionado é a modalidade de exploração da pastagem onde, para uma carga animal fixa, respeita-se um período de ocupação (PO) seguido de um período de descanso (PD).
O contraponto do Pastejo Rotacionado é o Pastejo Contínuo, onde o responsável pelo manejo vai adequar a carga animal à capacidade produtiva do pasto. No Pastejo Contínuo, os animais permanecem o tempo todo na área, variando o número de animais em relação à produção de massa da forrageira (verão e inverno).
Na Natureza, os herbívoros têm à disposição grande quantidade de área para pastejo, e mesmo assim apresenta uma elevada mobilidade, pastejando diferentes pontos e em grandes rebanhos. É o caso dos gnus, zebras e impalas na África, os caribus e renas no hemisfério norte e núcleos de cavalos e jumentos selvagens espalhados em diferentes reservas ao redor do planeta.
Todos esses animais procedem um “Pastejo Rotacionado” com variáveis lotações, com algumas espécies trabalhando em parceria (associativismo), como ocorre na África.
Assim sendo, zebras preferem pastos mais altos e gnus e gazelas as pastagens em rebrota, formando uma associação seqüencial e simultânea, onde todas as espécies se beneficiam mutuamente, com reflexos positivos para o ambiente forrageiro.
Completam essa magnífica sociedade, o trabalho dos besouros (vira-bosta), térmites (cupins) e anelídeos (minhocas) mineralizando a matéria orgânica dos dejetos, afofando e descompactando o solo.
Ao domesticar as espécies, o homem inicialmente acompanhou as rotas migratórias naturais (nomadismo), posteriormente a posse da terra (obrigou a cercá-la) e cerceando os movimentos dos herbívoros, foi obrigado a aperfeiçoar o Pastejo Rotacionado visando exploração racional da área.
De todos os herbívoros domésticos, o cavalo é aquele que apresenta os piores comportamentos em pastejo, provocando frequentemente mudanças drásticas na comunidade forrageira.
Listaremos a seguir diferentes aspectos desse comportamento e suas conseqüências.
1-    Cavalos são altamente seletivos em pastejo, apreciando sobremaneira as forragens mais tenras e suas folhas mais novas. Exercem uma desfolha enérgica na forragem, pois a motilidade dos lábios prende a forragem com precisão, e a ação dos dentes incisivos superiores e inferiores procedem ao corte rente ao solo. Quanto mais rente for o corte, maior a intensidade da desfolha, e consequentemente maior é o dano à planta forrageira.
É por isso que as melhores pastagens para eqüinos tendem a “gramar” o terreno, ou seja, as espécies apresentam crescimento estolonífero e/ou rizomatoso e a desfolha é menos sentida pela planta.
Ainda assim, se mantivermos os cavalos durante um longo tempo sobre a área de pastagem, haverá uma tendência irreversível de pastejar as áreas de brota, causando mais dano à forrageira, e levando-a ao esgotamento de suas reservas. Essa é a principal razão da não recomendação do Pastejo Contínuo para eqüinos. Mas não é a única.
2-    Cavalos sempre elegem uma fração do piquete para maior intensidade de defecação, e essas áreas são conhecidas tecnicamente como “bosteiros”. Esse comportamento também existe na natureza e é explicado como uma defesa do animal à reinfestação verminótica, uma vez que o “bosteiro” é pouco ou nada pastejado. Então, se o responsável pelo manejo do pasto desconhecer essa particularidade, irá sempre interpretar que há pasto disponível, mas o cavalo exercerá o super-pastejo (comendo a brota da forrageira) longe da área de dejetos. Consequentemente, as áreas sub pastejadas se apresentarão maduras e fibrosas, diminuindo ainda mais o interesse do cavalo
O resultado é um piquete apresentando áreas super e sub-pastejadas, acelerando a degradação do mesmo.
Quanto a um Pastejo Rotacionado ideal, os piquetes têm período de ocupação rápido (no máximo uma semana), seguido do período de descanso, onde existe a  roçada de igualação e adubação  rotineiramente.
A ação da roçadora espalha os montes de fezes, o adubo devolve a fertilidade exportada e o descanso vai mascarar os odores de fezes para o próximo ciclo de pastejo e permitir recuperação da planta forrageira.
A rotina então é a seguinte:
ocupa – descansa – roça – aduba
Também no período de descanso, a não presença de animais permite um controle mais efetivo dos vermes, além de se constituir em uma “janela” para controle de pragas, ervas daninhas e doenças da forrageira.
Nesse período de descanso, ocorrerá a mineralização da matéria orgânica das fezes, tornando-a rica em nutrientes disponíveis e isenta de odor. Cada espécie forrageira tem um período determinado de descanso e atualmente recomenda-se o retorno ao pastejo quando a interceptação luminosa da área atingir 95%.
O maior indicador que o manejo da pastagem está incorreto é a presença visível de áreas sub e super-pastejadas, aliado os “murunduns” característicos da área de defecação. Os “murunduns” refletem a área onde caíram as fezes e que não foi pastejada pelo cavalo. Não havendo período de descanso, roçada e adubação, os “murunduns” vão se caracterizando mais intensos na coloração verde e no desenvolvimento da forragem.
Na Europa e EUA, procede-se o pastejo associado entre cavalos e ruminantes (ovelhas e/ou gado Jersey). Os ruminantes não rejeitam a área de bosteiro (nem os murunduns), consumindo-a normalmente. Como é difícil a inoculação verminótica cruzada, vermes do cavalo ingeridos pelos ruminantes não completam o ciclo.
O contrário também ocorre. Cavalos consomem áreas onde houve dejetos de ruminantes, e pela mesma dificuldade de inoculação cruzada, ambas espécies “limpam” o terreno de vermes.
Para tanto, a relação normalmente utilizada é de 10 éguas: 1 vaca ou 10 éguas: 5 ovelhas.
3-    Cavalos apresentam intensa movimentação nos piquetes. Correr livremente é manifestação de saúde e alegria do eqüino. Excessão feita às éguas nos dois últimos meses de gestação, todas as demais categorias do plantel correm pela pastagem, inclusive éguas recém-paridas acompanhando a movimentação de seus potros. Essa intensa movimentação age de forma deletéria à forrageira, ou como se diz na prática, o “cavalo come com uma boca e quatro cascos”.
A ação nociva dessa movimentação exige uma forrageira vigorosa e agressiva, capaz de regenerar falhas e erosão e isso é devidamente auxiliado pelo descanso e adubação.
4-    Cavalos erroneamente alimentados tendem a permanecer tempo excessivo nos cantos dos piquetes.
Nesse caso é preciso diferenciar a natural permanência relativamente curta causada pela curiosidade do animal ao que está ocorrendo em áreas de outros piquetes, e carreadores daquela onde o excesso é notado facilmente.
Quando o nível de alimentação com concentrados é alto, o excesso de energia causa efeito substituição no regime alimentar do cavalo. Em outras palavras, quanto mais ração fornecida a pasto, menor é o consumo do pasto e maior a permanência nas cantoneiras.
Em haras de PSI é comum o fornecimento excessivo de aveia grão (energia) e nota-se o comportamento de “boi sonso” exibido pelos animais nas quinas dos piquetes. Esse comportamento caracteriza-se por sonolência, aparência cabisbaixa e imobilidade. Recomenda-se então a diminuição do nível energético da dieta, o correto manejo Rotacionado do pasto, e a colocação de “cama de cocheira” in natura (fezes + urina + cama) sem curtir nos cantos do piquete.
O odor dos dejetos vai fazer o cavalo evitar as quinas e a menor energia em ração provocará maior tempo de pastejo na área.
Finalizando, o pastejo rotacionado é fundamental para a mantença do equilíbrio eqüino saudável – pastagem vigorosa.
Somente com a aplicação dos princípios técnicos descritos é possível criar cavalos de alto potencial genético, utilizando pastagens de alto valor nutricional e com sensível redução nos custos.

Claudio Haddad

é Engenheiro Agrônomo, MS Nutrição Animal e Pastagens e Doutor em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz-USP. Professor Associado do Departamento de Zootecnia da ESALQ-USP, co-autor do Sistema Brasileiro de Criação de Equinos, autor de diversos livros e publicações, consultor técnico para área de Pastagens e Nutrição de Equinos.

sábado, 5 de maio de 2012

A Prece do Cavalo

Mais do que uma oração, um ensinamento de vida!




História dos Cavalos



A vida entre humanos e cavalos vem sendo escrita por milhares de anos. No início apenas como uma fonte de alimento, os predecessores do cavalo moderno foram caçados como qualquer outro animal selvagem. Com o tempo veio o processo de domesticação iniciada pelos nômades, que começaram a criar cavalos da mesma forma que faziam com cabras e outros animais. Finalmente, entretanto, foi como meio de transporte que o cavalo realmente começou a fazer parte de nossas vidas. O homem aprendeu a montar. Suas vidas foram transformadas. Os cavalos tornaram-se peças principais no transporte, permanecendo assim até o século 20. A domesticação, associada ao crescimento da população humana, sinalizou o fim do verdadeiro cavalo selvagem. Hoje, mesmo aqueles cavalos que vivem em rebanhos nas poucas áreas de pastagens restantes, não são verdadeiramente selvagens, pois todos foram manejados pelo homem de um jeito ou de outro. Os cavalos possuem muito do comportamento instintivo que lhes permitiram existirem sem a intervenção humana e será necessário entendê-los melhor se quisermos continuar essa parceria.
O cavalo moderno, Equus caballus, pertence a família Equidae, o qual também inclui os burros e zebras. Equidae está inserida na ordem Perissodactyla, os quais também pertencem os rinocerontes que descendem dos Condylarthra, um grupo primitivo de mamíferos a muito tempo extintos, os quais foram os ancestrais de todos os mamíferos de cascos.
Zebras
Rinoceronte
No longo processo de evolução, a mais significante mudança de todas ocorreu durante a época do Mioceno (25 a 7 milhões de anos atrás) quando as florestas deram lugar a pastagens e os ancestrais dos cavalos tornaram-se moradores das planícies. Esta significante mudança no ambiente levou a mudança dos dentes, que antes mastigavam para dentes projetados para pastar, um pescoço maior para tornar a alimentação mais fácil, pernas maiores para facilitar a fuga de predadores e pés apropriados para terrenos mais duros. Durante este tempo o dedo único, ou casco, começou a evoluir: os dedos laterais não mais tocaram o solo e o dedo central tornou-se maior e mais forte.
Então, a história da família dos cavalos tornou-se algo mais complexo, com o desenvolvimento de várias subfamílias. Eventualmente, entretanto, estas se extinguiram e foi o Pliohippus que promoveu a ligação na corrente do Eohippus até o moderno Equus. O Pliohippus evoluiu entre 10 a 5 milhões de anos atrás e tinha pernas longas com um único casco em cada. Seu sucessor direto, Equus, o gênero do cavalo moderno, finalmente emergiu a milhões de anos atrás.
Durante a Era do Gelo da época Pleistoceno, Equus migrou via pontes de terra as quais existiam para a Europa, Asia e Africa. Entretanto, o desaparecimento dessas pontes (ex. através do qual hoje se encontra o Estreito de Gibraltar e o Estreito de Bering) quando o gelo baixou, por volta de 10.000 anos atrás, significa que se um animal foi extinto em um continente, esse não poderia ser repopulado - pelo menos sem o ajuda do homem. Isto foi exatamente o que aconteceu na América: por razões inexplicáveis o cavalo desapareceu. Ele não foi visto novamente até os colonizadores Europeus reintroduzirem-no milhares de anos mais tarde.
Todos os membros da moderna família Equidae são exímios corredores com apenas um dedo funcional em cada pé (o ergô do cavalo moderno - um resquício nascido atrás do boleto - acredita-se ser um vestígio da almofada de seus ancestrais, Eohippus). Todos vivem em rebanhos e possuem dentes projetados para pastar.
Hoje, acreditasse que todos os cavalos e pôneis sejam descendentes de três tipos distintos, produzidos pelas variações em seu ambiente natural. O norte da Europa produziu um cavalo pesado e de movimentos lentos (Equus silvaticus) do qual todas as raças de cavalos de tração do mundo são derivadas. Outra variação foi o primitivo Cavalo Selvagem Asiático, sobreviventes dos quais foram achados ainda vivendo livres por volta de 1881 (também chamados Cavalos Przewalski), e finalmente o mais refinado de todos, o Tarpan, da Europa oriental.

Cavalos selvagens
Fósseis encontrados tornaram possível traçar pelo menos alguns aspectos da evolução do cavalo moderno sobre um período de 60 milhões de anos, indicando como gradualmente se adaptou as mudanças no seu ambiente. A história conhecida do cavalo moderno começa com o Eohippus, também conhecido como Cavalo Dawn, o qual sabe-se ter vivido na América do Norte durante a época do Eoceno (54 a 38 milhões de anos atrás). Um animal do tamanho de um pequeno cachorro, o Eohippus foi projetado para viver na floresta, movendo-se em solo macio. Tinha quatro dedos nas mãos, três nos pés e almofadas similares as dos cachorros. Seus pequenos dentes eram perfeitos para comer a vegetação pequena e macia. Ele provavelmente tinha uma coloração camuflada que ajudava a escapar dos predadores. Durante a época do Oligoceno (37 a 26 milhões de anos atrás) primeiro o Mesohippus depois o Merychippus, mostraram mudanças distintas: as pernas tornaram-se maiores, as costas mais retas (o Eohippus tinha as costas arqueadas) e o animal todo bem maior. Um dedo desapareceu na mão, deixando três dedos em ambos, mãos e pés. Os dentes mostraram sinais de mudança, os pré-molares tornaram-se mais como os verdadeiro molares.
Eohippus
Merychippus
Evolução do casco equino
Tarpan
Przewalski
Com o passar do tempo o homem começou a domesticar o cavalo, criando quatro sub-espécies: dois tipos de pôneis e dois de cavalos. O primeiro tipo de pônei habitou o noroeste da Europa e foi o precursor do moderno Ponêi Exmoor. O segundo tipo, era maior e mais robusto, viveu no norte da Eurásia. O Pônei Highland é provavelmente o mais próximo des seus descendentes. O primeiro tipo de cavalo era um pouco maior, porém mais leve e acostumado com climas quentes. Um de seus descendentes mais próximos, acreditasse ser o Akhal-Teke. O segundo tipo de cavalo, encontrado no oeste da Ásia, era menor, porém mais refinado e também um excelente corredor. Acreditasse que o Pônei Caspian é seu descendente mais próximo.

Fonte: cavalosdesalto.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Monty Roberts - O encantador de cavalos

Um exemplo para todos!



Cavalos 2 - vídeos

Nutrição animal





Alimentação para cavalos





 Como desmamar um potro





Potro em Crescimento





Pastagens





Aerofagia





Escovação





Como deixar a crina mais forte





Fonte: universidadedocavalo.com.br / horsebrasil.com.br

Cavalos 1 - vídeos

Você sabe cuidar do seu cavalo? Muitos pensam que sim, mas com o dia a dia, percebemos que muitos vícios de outras épocas no trato com os animais, podem ser modificadas para que a sua convivência com esse animal seja mais valiosa e principalmente de respeito, como deve ser a convivência de um ser vivo com o outro. Cuide bem de seus animais, em especial, falamos agora do cavalo, com certeza, ele é mais um amigo e merece respeito e bons cuidados diários.
Abaixo, alguns vídeos sobre o trato com cavalos, espero que sejam úteis para vocês, como foram para mim. 
Como selar seu cavalo.





Prenhes de éguas





Cavalo que empaca





Carrapatos em cavalos










Ferrageamento e casqueamento










Cocheiras





Cocheiras durante a viagem





Estrados de borracha na cocheira










Índole dos cavalos










Como soltar o cavalo no piquete 





Cólica em cavalos









Cuidados com o casco do cavalo








Como tratar os pelos do seu cavalo





Freio ou Bridão


Fonte: universidadedocavalo.com.br  /  horsebrasil.com.br