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segunda-feira, 1 de junho de 2020





Tenha controle total do seu rebanho



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Material completo para gestão da Pecuária de Corte


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Implantação de Creep Feeding em fazendas de gado de corte



Aumente o peso à desmama dos bezerros


A técnica de suplementação alimentar de bezerros de corte denominada de Creep Feeding contribui de forma significativa para aumentar o peso à desmama, reduzir os casos de enfermidades e de uso de medicamentos nos bezerros, além de reduzir a mortalidade. Uma pecuária moderna não pode abrir mão da melhoria nos índices econômicas na produção da cria.

 

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Motivos para você realizar este curso

·         Aprender sobre as características do trato gastrointestinal de bovinos

·         Aprender sobre como ocorre o desenvolvimento do rúmen em bezerros de corte

·         Aprender sobre como o creep feeding pode melhorar sua produção de bezerros

·         Saber quais as vantagens e desvantagens da adoção do creep feeding

·         Saber se sua propriedade está em condições de implantar a técnica e como dimensionar este sistema

·         Ter acesso aos resultados de pesquisa sobre o uso da técnica de creep feeding

 

Conteúdo do Curso


O que será abordado em cada capítulo?
1)  Os ruminantes
§   Os herbívoros ruminantes e a cadeia alimentar

§   Características peculiares dos ruminantes
§   Diferenças entre herbívoros ruminantes e herbívoros não ruminantes
§   Características do sistema digestório do ruminante
§   Diferenças no trato digestório de omnívoros, herbívoros ruminantes e herbívoros não ruminantes



2)     Desenvolvimento do rúmen

·      O trato digestório do ruminante jovem
·      Limitações em relação ao processo digestivo: enzimas e alimentos
·      Como se dá o desenvolvimento do rúmen
·      Como ocorre a inoculação microbiana
·      A importância da água de boa qualidade no desenvolvimento ruminal
·      A importância dos alimentos concentrados e suplementos no desenvolvimento ruminal


3)  A técnica creep feeding

ü O que é o creep feeding

ü Características de um bom alimento para bezerros
ü Tipos básicos de suplemento
ü Fatores que afetam o desenvolvimento de bezerros de corte
ü Quais os objetivos da prática do creep feeding
ü Fatores que afetam o consumo dos suplementos usados no creep feeding
ü Teores de energia e proteína em suplementos de creep feeding
ü Fatores a considerar na implantação da técnica
ü Especificações técnicas para a praça de alimentação exclusiva dos bezerros


4) Resultados técnicos e econômicos
*      
ü Resultados de pesquisa


ü Exigências de bezerros ao pé da vaca para diferentes pesos ao desmame
ü Consumo de suplementos com limitador de consumo e sem limitador
ü Ganho de peso em diferentes situações de creep feeding
ü A importância da conversão alimentar do suplemento no resultado econômico
A variabilidade do consumo

O mais completo curso de creep feeding do Brasil

A seguir alguns dos recursos disponíveis ao aluno

Video aulas disponíveis 24 horas


Tutoria e suporte diário

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

OS CUIDADOS NO CONTROLE DE MORCEGOS NA PROPRIEDADE


MORCEGOS
Os morcegos representam aproximadamente 1300 espécies no planeta atualmente segundo os levantamentos mais recentes. Deste universo apenas três espécies se alimentam de sangue (hematófagos), todas ocorrentes na América do Sul, porém apenas uma delas se alimenta regularmente de sangue de outros mamíferos.
Esses animais têm a capacidade de transmissão de doenças para rebanhos como a raiva, causando prejuízos ao produtor e sendo essa, talvez, a maior causa de preconceito da população rural com essa fauna tão importante para o equilíbrio dos ecossistemas. A raiva afeta diretamente o sistema neurológico do animal atacado e pode leva-lo à morte, havendo no Brasil uma estimativa de que a perda chegue a 50 mil cabeças por ano no país, números não oficiais devido à falta de padronização das notificações nas diferentes regiões do território brasileiro.
Além dos hematófagos, existem no Brasil, morcegos que se alimentam de frutas, outros que se alimentam de insetos, os que se alimentam de peixes e ainda os que se alimentar do néctar das flores. Os morcegos são animais fundamentais para o equilíbrio da natureza, pois auxiliam muito na fauna e flora servindo como dispersores de sementes, os quais são fundamentais para a regeneração de florestas, controle de infestações de insetos e outras pragas, polinização cruzada, tão importante para setores da agricultura comercial. No caso dos morcegos hematófagos, há uma importância médica uma vez que é utilizado no estudo de fármacos anticoagulantes e até mesmo de produtos anestésicos.
Portanto, em propriedades onde há problemas com a ocorrência desses animais é importante que ação a ser aplicada para prevenir ataques, sejam criteriosas para que não prejudique os morcegos uma vez que os morcegos em geral exercem um importante papel na polinização e no controle da população de insetos e seu controle feito de forma inadequada pode prejudicar várias espécies independente de sua dieta alimentar. É importante lembrar que assim como qualquer espécie da fauna silvestre, os morcegos são animais protegidos por Lei, a de Proteção à Fauna Nº 5.197 de 1967, a qual foi atualizada e novamente promulgada na Constituição de 1988. Sendo assim, sua caça, perseguição ou destruição é crime previsto em lei federal, havendo ainda versões estaduais em quase todas as unidades da federação.
A atividade de morcegos hematófagos é noturna, e quando acontece durante o dia é um possível indício de que o animal seja portador do vírus da raiva, mesmo não sendo um padrão. Caso o produtor se depare com uma situação dessa natureza deve acionar a vigilância sanitária da sua cidade.

Dicas para evitar ataques de morcegos em bovinos
Nos galpões, paióis, silos, lugares onde geralmente os morcegos se abrigam, uma medida simples e eficaz é trocar algumas telhas que normalmente são de cerâmica ou barro por algumas telhas de material transparente, geralmente de vidro ou acrílico, as quais são encontradas facilmente em lojas de materiais de construção. Essa medida permite maior entrada de luz solar no ambiente, o que naturalmente tende a afugentar os morcegos. Em ambientes onde os animais do rebanho passam a noite como estábulos, cocheiras, galpões, galinheiros, etc, é interessante instalar telas finas, daquelas próprias para insetos.
Há no mercado, com baixo custo e fácil de encontrar, aparelhos que emitem ruídos sonoros, imperceptíveis aos humanos, mas que interferem diretamente no “radar” dos morcegos, provocando desconforto e fazendo assim com que eles se afastem.
Mais uma vez, é importante lembrar que caçar, matar ou causar prejuízos à fauna silvestre é crime, punido no Brasil, com multas e diversos outros mecanismos legais, inclusive prisão, mas principalmente salientar a importância desses animais para um ecossistema equilibrado, o que só traz benefícios para uma propriedade produtiva e moderna.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

ONG planeja financiamento para pecuária sustentável






Publicado por SeuGado.com    em 31/01/2018
 


Iniciativa prevê investimento em propriedades da Amazônia e do Cerrado que adotem boas práticas de intensificação; pagamento variará conforme os lucros



Com o objetivo de fomentar uma pecuária mais sustentável no país, a ONG The Nature Conservancy (TNC) está desenvolvendo um instrumento de financiamento para pecuaristas que querem intensificar a produção. Uma das ideias escolhidas pelo Brasil Lab, iniciativa que apoia produções mais sustentáveis no país, em 2017, a Climate Smart Cattle Ranching prevê a criação de uma nova companhia que oferecerá assistência técnica e capital para quem aderir ao projeto. “A TNC não é uma instituição financeira, é a maior ONG de conservação ambiental do mundo. E, quando falamos em sustentabilidade, uma das partes importantes é a financeira”, diz Anna Lucia Horta, business and investment officer da ONG no Brasil.

Com a intensificação da pecuária e a adoção de boas práticas, a ONG espera reduzir o desmatamento. “Se o produtor tiver acesso a uma pecuária melhor, vai conseguir produzir a mesma quantidade de carne em uma área menor e vai parar de desmatar”. Com isso, segundo Anna, ele ainda pode liberar espaço para a soja - como tem acontecido há anos - sem abrir novas áreas. “Você consegue também diminuir a emissão de carbono por quilo de carne produzida, porque associa recomposição da floresta, proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs), manejo do pasto, menor tempo até o abate, entre outras práticas”, explica.

De acordo com ela, apesar de a Embrapa ter desenvolvido mecanismos de intensificação da pecuária há muitos anos, eles ainda são desconhecidos de boa parte dos pecuaristas, culminando em 80% das pastagens com algum grau de degradação. “Temos uma média de 0,7 cab/ha no país, mas conseguimos elevar para 4 cab/ha com operações como colocar calcário no solo, fazer manejo de pasto e colocar cercas para proteger as APPs e para rodar o gado. Só que muitos produtores não têm acesso a crédito para fazer isso”, conta.

Como deve funcionar - Para colocar o instrumento em prática, uma nova companhia será criada. Empresa e produtor assinarão um contrato em que a companhia oferecerá assistência técnica - por meio de um diagnóstico e um plano de intensificação personalizado - e crédito e o produtor se comprometerá a aderir totalmente ao Código Florestal e seguir as boas práticas de produção da Embrapa, incluindo rastreabilidade do gado. “Cobra-se muito dos frigoríficos que não comprem gado de região desmatada e você só consegue provar isso se esse gado puder ser rastreado”, afirma Anna.

A gestão da propriedade continuará a cargo do pecuarista. “A decisão é dele. A companhia não vai impor nada, até o plano individual feito pela assistência técnica o pecuarista pode decidir aceitar ou não”. Segundo ela, é importante que o conhecimento técnico seja incorporado pelo pecuarista para que, quando a parceria acabar, ele continue implementando as técnicas. “Se pensarmos que vários desses produtores têm mais de uma propriedade, é razoável supor que a nova companhia invista em uma e o produtor aplique a técnica nas outras”.
O modelo exato de negócios ainda não está definido, mas companhia e produtor dividirão o investimento inicial. “Estamos pensando em 85% pela nova companhia e 15% pelo produtor. Isso vem de alguns estudos que fizemos do fluxo de caixa disponível do produtor. Quando nada, ele tem gado para colocar lá dentro”. A porcentagem, porém, não seria rígida e o produtor mais capitalizado poderia investir mais. Os lucros, então, seriam divididos nessa mesma proporção e o retorno dos investidores não teria um prazo fixo para ser pago. “A ideia é que sejam investidores pacientes, que estejam dispostos a esperar um tempo maior e dividir o risco”. O ganho esperado seria determinado na assinatura do contrato, mas como clima e mercado podem afetar os rendimentos no período da parceria, a duração dela variaria de acordo com o tempo necessário para o retorno do investimento. “Na hora que esse investimento for pago, a parceria acaba. Isso pode acontecer de 7 a 8 anos em média”. Nesse período, é possível que sejam feitos investimentos menores de manutenção para que o retorno ao investidor seja garantido, mas isso dependerá do que for acordado no contrato.

Por enquanto, a TNC está buscando parceiros e investidores para a criação da nova companhia. O objetivo é iniciar os trabalhos no segundo semestre de 2018 com foco inicialmente na Amazônia e no Cerrado. Na Amazônia, a ONG já tem o programa ‘Do Campo à Mesa’, então é possível que o projeto comece por essas fazendas - sem ficar limitado a elas -, mas a nova iniciativa será diferente. “Naquele primeiro programa, a TNC deu muitos insumos, o alcance era muito limitado. Aqui a ideia é que essa limitação de financiamento não seja tão forte”.

Ganhos - Para Anna, a iniciativa pode trazer benefícios para diversos elos da cadeia. A TNC ganha ao garantir que práticas mais sustentáveis estão sendo adotadas, os investidores têm seu retorno e o mercado passa a ter acesso a uma carne de qualidade ainda melhor. Já o pecuarista consegue aumentar a produção - e pode até receber prêmio na arroba pela qualidade e sustentabilidade da carne. De acordo com ela, essa forma de acesso a crédito ainda teria o benefício da divisão de risco, já que os valores pagos não são fixos e variam com o rendimento da propriedade. “E nesse caso o produtor também não está sozinho, tem assistência técnica com interesses totalmente alinhados ao dele. Quanto melhor sucedido for o produtor, mais dinheiro o produtor e companhia ganham”.

Fonte: Portal DBO